sábado, 2 de fevereiro de 2019

Joshua Tree National Park - o segundo parque nacional do nosso roteiro


O Joshua Tree N.P. é um parque menor, especialmente se o compararmos com o Death Valley. Ele tem lugares mais próximos entre si e é possível conhecer muita coisa em um dia. Na noite anterior dormimos no Walmart na cidade de Joshua Tree, já que não conseguimos nenhuma vaga nos campings do parque. Vários deles já avisavam que seriam fechados, em razão do shutdown... Para aproveitarmos bem a visita e depois de ver tudo muito lotado quando procurávamos lugar nos campings, chegamos bem cedo no parque, às 7:40.

Madrugando no parque...assim foi bem fácil de estacionar!!
Iniciamos a visita pela trilha Hidden Valley. Mesmo sendo um deserto, o que chama muito a atenção é a diversidade de vegetação, tanto de plantas mais secas quanto as verdes. Bom lembrar que o Joshua Tree N.P. tem uma área que abrange dois desertos, o do Colorado e o Mojave.

Flor que dá nos cactos

E esse cacto vermelho? Muito lindo! Parece até uma decoração




Poucos quilômetros depois tem outra trilha que leva à Barker Dam, único lugar com água nesta região desértica. Antes de fazer essa nova trilha, estacionamos o motorhome enquanto ainda estava bem tranquilo e tomamos nosso café aí mesmo.

E ali  está a água represada na Barker Dam
 As árvores Joshua, que dão nome ao parque, são muito diferentes de qualquer outra árvore que já vi. São essas que aparecem nestas fotos:



E foi armando o tripé para esta foto abaixo que aprendi a tomar cuidado com as plantas do deserto. Dei uns passos para trás para enquadrar a foto e depois correr para aparecer junto, quando percebi que fiquei grudada na planta. Os espinhos eram tão pequenos que nem tinha percebido que estavam ali! Precisei da ajuda do Emerson para me desgrudar sem estragar meu casaco... mas a fotografia depois saiu!


Outra coisa incrível deste parque é a forma como as pedras parecem estar "colocadas", tanto que encontramos várias pessoas com material de escalada.



Seguindo a estrada do parque, encontramos mais pedras, incluindo essa mais famosa, a Skull Rock, que realmente parece uma caveira. No lado contrário da estrada, também existem várias pedras para "escalar".




Não parece que a Cecília está escalando essa pedra? Mas não está... ficou quase deitada mesmo.


Fizemos também a trilha para a Arch Rock, mas achamos meio perigoso subir no arco. Acabamos registrando nossa presença de longe mesmo... Sim, e a gente acaba preferindo perder um pouco da aventura do que correr o risco de se machucar a acabar com a viagem (ou coisa pior).


Já a caminho da saída sul do parque, fizemos uma pequena trilha no Cholla Cactus Garden, um jardim enorme desta espécie de cacto. Muito cuidado para não encostar, porque ela gruda fácil e se pegar na pele é muito dolorido para retirar (pelo menos era o que dizia o aviso na entrada da trilha).


Essas estavam floridas!



Foram sete horas de passeio nesse parque. A paisagem é linda e a combinação das "pedras empilhadas" com a vegetação bem diversificada fazem o diferencial deste parque.

*Não há sinal de celular ou internet no parque.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Death Valley National Park - o início da nossa road trip de RV


O Death Valley National Park é o maior parque nacional dos Estados Unidos fora do Alasca e é conhecido por ser o lugar mais seco e quente da América do Norte, com média de 60mm de chuva (anual). Também possui o ponto mais baixo do continente, com 85,5 metros abaixo de nível do mar.


Foi por esse parque que iniciamos nossa road trip, dessa vez de RV (vou fazer um post específico sobre a nossa experiência nessa casa sobre rodas!). Como ele é muito grande e possui vários pontos de interesse distantes entre si, resolvemos ficar três noites por lá.

Nosso primeiro dia começou apenas de tarde (durante a manhã viajamos para chegar até o parque) e fomos direto ao Zabriskie Point, que tem vistas lindas! Antes de chegar ali, paramos na entrada da "20 mule team canyon" e a Cecília já se aventurou na escalada de alguns morros...




Como não houve acerto para votação do orçamento dos Estados Unidos, vários serviços pararam, entre eles os dos parques. Assim, o visitor center estava fechado e as máquinas para pagamento, tanto do acesso ao parque (U$ 30,00) quando dos campings (U$ 12,00/14,00) estavam lacradas. Nossa ideia inicial era comprar o passe anual dos parques nacionais, por U$ 80,00, que dá direito ao acesso a qualquer parque nacional por um ano, o que vale a pena quando se for visitar vários parques, o que era a nossa intenção. Entretanto, devido ao shutdown, não foi possível.

Zabriskie Point




Neste primeiro dia fomos ao Sunset Camping, que tem 270 vagas. Ali é muito fácil de encontrar lugar. Mesmo em alta temporada (final de dezembro), devia ter mais de 200 vagas livres. Fica em Furnace Creek, principal "centro" do parque, com uma lojinha bem próxima, além de restaurantes e hotéis.

Aproveitando o fuso horário (6 horas a menos), acordamos cedo no segundo dia e às 7 horas já chegamos em Mesquite Flat Sand Dunes, 30 minutos distante do camping. O melhor horário para visitar as dunas é no nascer ou no pôr-do-sol.

Mesquite Flat Sand Dunes





Nesse dia também visitamos a Ubehebe Crater, que fica uma hora de distância das dunas. A cratera (de vulcão) tem 183 metros de profundidade e a trilha de contorno da cratera tem 2,4 km. Optamos por entrar na cratera, pelo menos em boa parte dela, porque ventava demais!

Estradas do parque

Ubehebe Crater

É possível ver as pessoas fazendo o trajeto de contorno da cratera

Iniciando a descida


Dando zoom nesta foto, é possível ver as pessoas bem pequenas lá embaixo 




Voltamos para a área de Furnace Creek e dessa vez fomos ao Texas Spring Camping. Ali fizemos nosso primeiro fogo e cozinhamos carne e salsicha. De sobremesa, cozinhamos marshmallow.


Novamente acordamos cedo, fizemos o primeiro "dump" da viagem (colocando água no tanque e esvaziando os tanques de água suja), e depois tomamos café, antes de seguirmos para os passeios do dia.

Voltamos ao Zabriskie Point para fazer a trilha Badland Loop. Ela não estava muito bem demarcada, então acabamos não completando o percurso...




Depois fomos ao Badwater Basin, uma planície de sal, que é o ponto mais baixo da América do Norte (85,5 metros abaixo do nível do mar). Caminha-se cerca de uma milha para ver de perto a imensidão branca de sal... esse foi um dos lugares mais cheios do parque e tivemos um pouco de dificuldade para estacionar o RV.





Ainda fomos a Artist's Drive, que é uma estrada de 14,5 km para ser feita de carro, com algumas montanhas coloridas. O limite do tamanho do veículo para entrar na estrada era o exato comprimento do nosso, 25 pés.



Aqui é possível ver as pedras verdes

Saída da Artist's Drive
É prudente chegar ao parque de tanque de combustível cheio, porque as distâncias são grandes e a gasolina é cara, tanto nos dois postos que tem dentro do parque, quanto em Shoshone, uma das saídas.

Para quem está de carro, o parque possui dois hotéis em Furnace Creek, que parecem ser bons e, para quem quer visitar várias atrações no parque, acho necessário dormir pelo menos uma noite ali.

O Death Valley possui paisagens incríveis, com atrações que incluem cratera de vulcão, dunas de areia, pedras coloridas, planície de sal e várias trilhas. Sem dúvida, uma Califórnia diferente do que se imagina e que vale a pena!!!
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