sábado, 12 de janeiro de 2013

Empire State

Depois de andarmos pelo Village, Soho, Little Italy e Chinatown, pegamos um metrô e fomos ao Empire State (10.01). Fila praticamente zero! Minha ideia era ir à noite, de preferência um pouco antes de anoitecer, mas não deu tempo... afinal, os dias são curtos nesta época.

A vista lá de cima é maravilhosa! Não se pode deixar de subir em um dos prédios à noite e ver a cidade toda iluminada.

O vento congela os dedos (porque é impossível ficar de luva e fazer as fotos) e o rosto, mas vale a pena.

Não subimos até o último deck, porque é necessário pagar um suplemento, mas parece já ser suficiente a vista do 86º andar...

Também utilizamos nosso City Pass, mas não havia fila para comprar ingresso. O acesso aos elevadores e à parte externa do deck também estava tranquilo nesse horário (por volta das 18 horas).

É um passeio imperdível, seja pelo que é o Empire State para NY e pela vista magnífica de lá!

A entrada já é deslumbrante:


Depois do primeiro acesso por escada rolante e da revista das mochilas, pega-se o primeiro elevador até o 80º andar. Depois, há um segundo elevador para o 86º andar, sendo que tudo está devidamente sinalizado e com muita gente orientando.

Fim da primeira parte...

Ufa... e chegando ao topo, a vista é simplesmente maravilhosa!!!

Vista para Downtown - foi minha preferida

Dá para ter uma ideia da altura...


Topo do prédio da Chysler, que se destaca lá em cima

Lado oeste

Lado leste, com o Brooklyn ao fundo
Se precisasse escolher um dos prédios para subir, não saberia dar uma opinião. Cada um tem suas peculiaridades e ambos são excelentes passeios. Acho que o ideal é subir nos dois prédios, porque não leva muito tempo. Penso ser essencial optar por um durante o dia e outro à noite, porque a sensação é completamente diferente!

Little Italy e Chinatown

Pelo que andei lendo no Frommer's e constatei 'in loco', Little Italy praticamente se reduz a uma rua, quase uma quadra...  Saímos do Soho pela Grand Street e descemos na Mulberry, que concentra lojas e restaurantes até a Canal Street, no máximo! Depois, chinatown toma conta...

Vitrines bem familiares

Olhem o que é a camiseta: parece suja mesmo...


Já entrando em Chinatown, o cenário é outro. Muitas lojinhas de bugigangas, lugares de venda de frangos, peixes e muitas banquinhas na rua vendendo frutas. Lembro de ter visto, romã, cereja, mamão, kiwi, morangos (gigantes, que compramos para a Ce), manga, além de verduras. É uma ótima opção quando a gente tem saudade de comer uma frutinha, porque o mais comum de se encontrar nos cafés é banana e maçã.


"açougue"

Ruas de Chinatown
Morangos mexicanos, vendidos por chineses nos Estados Unidos... 


Foi um ótimo passeio "conjugado". É bem interessante reunir estes bairros e aproveitar um dia para explorá-los a pé.

Village e Soho

Ontem (10.01) aproveitamos que o dia estava lindo e fomos passear nos bairros mais ao sul de Manhattan.
Optamos por descer no Village, para depois seguir a pé até o Soho (depois ainda iríamos a Little Italy e Chinatown). Escolhemos a estação do metrô de Washington Square (seguindo as dicas do Ricardo Freire), mas acabamos nos atrapalhando ao sair da estação, o que acabou sendo ótimo, porque passamos por ruazinhas muito legais e até encontramos um restaurante de comida brasileira chamado Berimbau, que já tínhamos visto na internet. Foi uma pena que ainda era cedo, porque ele oferecia uma comida bem interessante...

Enfim, chegamos a Washington Square Park. O clima por ali é muito legal, a praça fica bem no meio da Universidade de NY e tem um parquinho onde a Cecília se divertiu.

Ruas do Village

Mais uma foto da Ce, em Washington Square Park -  onde começa a 5ªAvenida


Aproveitando o parquinho, com uma bela vista

Descemos até o Soho pela Sullivan Street, uma rua muito legal, também cheia de restaurantes e lojinhas. Entramos numa loja de temperos e chás que adoramos!


Os mais variados temperos e de muitos lugares para comprar

Continuamos até a Spring Street, que já é uma rua mais movimentada do Soho, fomos em uma livraria infantil chamada Scholastic (na Broadway, quase esquina com a Spring) e também almoçamos num restaurante recomendado pelo Pedro Andrade, do Manhattan Conexion. Óbvio que a Cecília limitou-se a comer os salames que vieram na entrada...

Conclusão: Adoramos as ruazinhas do village, com seus restaurantes, cafés, com uma tranquilidade que não existe em Midtown.

Dali fomos para Little Italy e Chinatown, que fica para o próximo post!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Mamma Mia + uma criança na Broadway

Para terminar o dia (09.01), programamos um espetáculo da Broadway.
Já tínhamos preparado a Cecília especificamente para o Mamma Mia: assistimos ao filme, gravamos um CD com as músicas e ela estava bem ansiosa para ir.
Resultado: valeu a pena! Ela adorou, pelo menos enquanto não bateu o sono. Como ela está dormindo cedo por aqui e o show começa às 20 horas, um pouco antes das 22 horas ela começou a ficar sonolenta, se segurando para não dormir e para conseguir chegar ao final do espetáculo. Mesmo assim, gostei de ter ido e de ter levado ela junto.

A compra dos ingressos também foi uma aventura. Já que estávamos em Downtown, fomos ao TKTS do Brooklyn (o de Downtown por enquanto está fechado também por conta da Sandy), onde não tem qualquer fila (nem o atendente estava lá quando chegamos...). Já havíamos vistos na internet que havia ingressos disponíveis para o dia e valeu o desconto de 50% (conferi no teatro e o preço de lá era o dobro mesmo). Mesmo assim não é barato: ficamos na orquestra (tem o mezanino que é mais barato) e cada ingresso custou o total de U$71,00.



Ah... e o comportamento da Cecília foi exemplar, muito melhor do que de uns conterrâneos que sentaram atrás de nós.

Wall Street e Arredores

É bom conciliar o dia do passeio pelo Memorial e Estátua da Liberdade com uma visita a Wall Street. Ontem (09.01) também passeamos por lá. Há uma rua chamada Stone St, um pouco antes da Wall St, no sentido de quem sai do Battery Park (local de onde saem os barcos do passeio), que vale a passada. É uma rua de paralelepípedo, que mais parece uma cidade do interior, parada no tempo, do que NY-Downtown!

Vejam se isso é o que se imagina do Distrito Financeiro de NY!




Continuando o passeio, chega-se a wall street. Não encontramos o touro, mas lá está um prédio que muito ouvimos falar: a Bolsa de Valores de New York.

Bolsa de Valores

Também tem o Federal Hall National Memorial - que foi o local onde George Washington tomou posse como Presidente.


É cheio de restaurantes nessa região, mas acabamos indo almoçar num restaurante cubano (= arroz branco + feijão preto), que ficará para um post específico sobre as nossas comilanças por aqui!

Estátua da Liberdade: um passeio (frustrado)

Não vou mentir! Fiquei frustrada por chegar  no local de embarque para o passeio e descobrir que os barcos não estão parando na Estátua da Liberdade e em Ellis Island... Tudo por culpa da Sandy! O pior é que esta informação deve estar bem escondida no site deles, porque ou eu estou muito distraída ou não li nada a respeito.

Então o passeio se resume a ficar no barco (o passeio dura uma hora) e chegar mais perto da Estátua. De bônus (pelo menos em relação à época em que o Emerson foi), o barco passa sob a ponte do Brooklyn.

Além de tudo, o dia (09.01) não estava com sol e as fotos não ficaram muito boas. Devido ao frio, também ficamos na parte interna do barco e só saímos para algumas fotinhos...

Se não tivéssemos o NY City Pass, provavelmente eu não pagaria para fazer esse passeio.

Vão algumas fotos do passeio:

Lado externo do barco

Ellis Island - O Emerson fez tanta propaganda e não pudemos entrar!






Pelo menos a Ce viu de perto a estátua que ela tanto queria conhecer!


Dentro do barco, para não passar frio!

NY - Downtown

Ponte do Brooklyn

Monumento ao Imigrante - também tem em NY (devem ter copiado de Caxias, hehehe)

9/11 Memorial



Essa imagem representa tudo o que se pode dizer sobre o Memorial. É impactante, triste, muito mais do que qualquer outro memorial que eu já estive... Já vi vários memoriais das mais variadas guerras, também fazendo referência aos seus mortos, mas nenhum é tão impressionante como este. Provavelmente por estar no lugar do atentado ou pelo fato de termos presenciado em tempo real tudo o que aconteceu no dia 11/9/2001.

Quem não se lembra o que fazia nesse dia? Eu havia visto há pouco na internet meu nome como aprovada no concurso...

Tenho que admitir que passei a visita inteira com um nó na garganta. As duas piscinas com queda d'água, uma no lugar da torre norte e outra na torre sul, lembrando que exatamente ali estava os dois prédios do WTC que vimos desabar ao vivo pela televisão; os nomes de todos os que morreram naquele atentado, sendo uma parte enorme de policiais e bombeiros que tentavam resgatar as pessoas; as pessoas prestando homenagem aos seus familiares e amigos, colocando flores, como na fotografia acima, onde estava escrito "Joe, você estará para sempre em nossos corações"... e como explicar para uma criança o que tudo aquilo significa?


A Cecília precisava saber o que estava fazendo ali e o que era aquilo tudo, mas não é fácil explicar para uma criança de uma forma que ela entenda e não se assuste demais... então, para evitar outros medos, por enquanto omitimos o que atingiu as torres.

Outra coisa que impressiona é a quantidade de segurança que existe lá. Só os nossos ingressos foram checados três vezes e por óbvio tem revista com raio-x. Há inúmeros policiais, câmeras, voluntários... Penso que havia pelo menos umas cem pessoas cuidando do local.

Há duas novas torres sendo construídas ali e uma delas será o prédio mais alto dos Estados Unidos. A construção é a que aparece na foto acima.




Outra coisa que impressiona é a árvore sobrevivente que está lá. Já foram plantadas várias árvores (carvalhos brancos), sendo que a única árvore diferente é uma pereira. Ela foi plantada na praça do WTC nos anos 1970 e foi encontrada danificada após o ataque, em meio aos escombros, reduzida a um tronco de 2 metros. Ela foi levada a um parque de NY, foi cuidada e chegou a 9 metros de altura, quando em março de 2010 foi arrancada com as raízes por uma tempestade. Ela sobreviveu e em dezembro de 2010 foi colocada no memorial. Incrível!


Já há um prédio que abrigará o museu do memorial e onde estarão duas colunas de aço que eram parte da fachada original da torre norte, recuperadas dos escombros.

Eu não tenho dúvida de que a visita vale a pena. Faz parte da história que presenciamos e que certamente nossos filhos aprenderão na escola...

Como ir? A entrada é gratuita. É recomendado fazer a reserva pela internet e imprimir os ingressos. Eu acompanhei a previsão do tempo e antes de viajar já fiz o agendamento para o mesmo dia em que planejava a visita à Estátua da Liberdade (09/01/2013). Entretanto, talvez pela época, me pareceu que quem não tinha ingresso ganhava na entrada. Em períodos mais cheios, acho que é bom garantir pela internet.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...