sábado, 3 de fevereiro de 2018

Tokyo - parte 2: Asakusa, Akihabara & Tsukiji

No primeiro post sobre Tóquio, contei sobre nosso passeio em Shinjuku, Harajuku e Shibuya. Já neste post, virão Asakusa (não confundir com Akasaka, região onde nos hospedamos), Akihabara e o mercado de peixes de Tsukiji.

Asakusa:

No domingo em que fomos a Harajuku, também visitamos Asakusa, uma parte mais antiga de Tóquio. Começamos pela Rua Nakamise, que possui cerca de 90 lojas fundadas na era Edo. A entrada para esta rua, que irá terminar no templo Sensoji, é marcada pela porta Kaminari-mon, com essa gigantesca lanterna vermelha.


Porta Kaminari-mon
A rua Nakamise estava praticamente intransitável! Era muita gente para pouco espaço. Não sei se está sempre cheio ou se era por ser domingo, mas praticamente não conseguimos ver nada. Acabamos desviando pela parte atrás das lojas para chegarmos ao templo.

Rua Nakamise lotada!
Perto do templo, tem outra lanterna gigante! Aqui, com as moças de quimono embaixo, dá para ter uma ideia do tamanho da lanterna. Em Asakusa também tem lojas para aluguel de quimonos, embora sejam em número bem menor que Kyoto e com menos lugares para passear depois de vestida. Se você quiser se vestir com o quimono e for a Kyoto, não tenha dúvidas de fazer isso lá.


E para não contrariar as expectativas, o tempo Sensoji também estava lotado! Dizem que este é o templo mais antigo de Tóquio e foi construído no ano 628, embora a estrutura atual seja de 1950.


Ao lado do templo está esse pagoda de 5 andares e 55 metros de altura, reconstruído em 1973.



Dali da área do templo é possível avistar a Tokyo Sky Tree, uma torre de comunicação com 634 metros de altura. É interessante ver a parte moderna e a parte antiga dividindo a mesma imagem...


Saindo  dessa área do templo, já dá para caminhar com um pouco mais de tranquilidade e conhecer  mais desse bairro. São lojas, restaurantes mais antigos e tradicionais, uma rua com muitos restaurantes de lámen, que, aliás,  não experimentamos no Japão.


Também tinha coisas esquisitas, como esse senhor com seu porco de estimação em um bar, numa ruazinha bem tradicional:


Rua em Asakusa, com um cliente inusitado
Não bastasse o porco, também encontramos esse baile de salsa, no meio da calçada:


Akihabara:

Pegamos o metrô, deixamos Asakusa para trás e fomos conhecer Akihabara, bairro dos eletrônicos, mangás e animes. Vimos muitas lojas de eletrônicos antigos, muitas moças vestidas de bonecas que pareciam estar com outras intenções por ali, além de muitos letreiros luminosos!


Também entramos numa loja gigantesca - Yadobashi - que vende desde eletrônicos modernos aos antigos. Encontrei até aparelho para tocar fita cassete!



Tsukiji:

A segunda-feira amanheceu com tempo feio e frio, depois de um domingo ensolarado e de temperatura muito agradável. Além disso, era justamente segunda-feira, quando vários museus estavam fechados... então fomos ao mercado de peixes e planejamos passear pela região de Ginza depois. Ginza tem várias lojas de grife e chiquésimas, shoppings carésimos e divide espaço com o mercado de peixes...

Começamos pela área de atacadistas, que fecha mais cedo (11 horas). É um local bem interessante e é preciso tomar cuidado com os carrinhos que não param de andar de um lado a outro. Afinal, ali não é lugar de passeio, mas de trabalho.

Muitas criaturas marinhas sendo vendidas


Atum

No meio da foto dá para ver o carrinho que eles andam pelos corredores do mercado
Ao lado tem o mercado externo, um lugar fechado onde são vendidos os peixes em pequenas porções diretamente aos consumidores. Ali aproveitamos para comprar um sashimi de salmão e morangos gigantes para a Cecília.

Mercado externo


Na região do mercado há várias ruas com banquinhas que vendem os mais variados pratos, a maioria que você olha e nem sabe do que se trata. As pessoas compram e comem ali mesmo.




Nesse dia continuamos (ou tentamos) caminhando em Ginza, mas não tinha condições de andar pela rua. Como Tóquio tem uma imensa rede de "ruas" subterrâneas, envolvendo as estações de metrô, tentamos andar por ali quando era possível. A neve, que caía desde que saímos do mercado de peixes, engrossava e a temperatura baixava bastante. Quando voltamos ao nosso hotel, as ruas estavam branquinhas! Pelo que descobrimos, não é tão comum nevar daquele jeito em Tóquio.







No dia seguinte, o sol voltou! Até o final do dia, praticamente a neve já estava derretida e tudo limpo pelas ruas... Mas os últimos dias na cidades ficam para a parte 3!

Mais sobre Tóquio:

Tóquio - Parte 1

Tóquio - parte 3

Tokyo - parte 1: Shinjuku, Harajuku & Shibuya

Depois de 10 noites no Japão, chegamos em Tóquio! Na hora em que desembarcamos na estação central, fiquei aliviada de termos começado esta viagem por Kyoto. Depois desses dias no Japão, já fomos nos acostumando com o transporte, a organização e o primeiro choque de ser analfabeto e estar em um mundo totalmente diferente já tinha passado.

Então surgiu um novo choque: eu diria que temos o Japão e temos Tóquio. A estação central da cidade é gigante, cheia de gente e acho que teríamos nos apavorado se esse fosse nosso primeiro contato com o Japão.

Foram 6 noites e 5 dias inteiros em Tóquio e as postagens serão divididas em três partes.

Para todo o período, optamos por pegar um passe de metrô, vendido apenas para estrangeiros. Compramos passe para 72 horas e custou 1500 yenes por adulto, válido para as duas empresas que têm linhas de metrô. Depois, compramos outro de 48 horas, por 1200 yenes. Acho que vale a pena! O metrô é ótimo, com uma rede enorme e com o cartão você pode usar quantas vezes quiser durante a validade. Diferente de outras cidades, o valor da passagem não é fixo, varia de acordo com o tamanho do deslocamento e, embora o valor da passagem não seja tão caro, é fácil gastar 500 yenes por dia.

Shinjuku:

No nosso primeiro dia fomos a Shinjuku. Sábado, cheio de gente por todo lado. Difícil arrumar lugar para sentar e descansar um pouco... nem pensar em achar uma cafeteria com lugar disponível :(
Começamos nosso passeio pelo Observatório do prédio do governo metropolitano de Tóquio, que possui um mirante gratuito. Lá de cima dá para ver como essa cidade é gigantesca!

No caminho, o prédio Coccon


Uma das vistas das janelas do Observatório
Saímos do observatório, almoçamos e caminhamos pela rua do bairro. Shinjuku é justamente aquilo que imaginamos quando pensamos em Tóquio.



Também passeamos por Kabukicho, uma parte do bairro que nominam como uma espécie de "red light district", mas com muita discrição e muito tranquilo de passear. Nos letreiros que aparecem na fotografia dá para perceber que não é nada parecido com Amsterdã, por exemplo.



Em Shinjuku também está a Golden Gai, uma região que abrange algumas ruas estreitas e cheias de bares, alguns minúsculos e também outros que não atendem estrangeiros. Como passamos durante o dia, nada acontecia por ali...

Golden Gai
Quase anoitecendo, os letreiros acendem e as ruas de Shinjuku ficam mais perto da imagem que temos da cidade:


Harajuku:

No segundo dia, domingo, começamos por Harajuku, seguindo a recomendação de guias e sites de viagem. Novamente lotado! Essa cidade realmente é muito cheia de gente...

Descemos na estação de  Harajuku do metrô e seguimos as placas para o santuário Meiji Jingu, que fica  dentro da área do Parque de Yoyogi. Domingo é dia de casamentos no santuário, mas não vimos nenhum... apenas vimos muitas pessoas arrumadas indo ao santuário.

O caminho é muito bonito! Além das oferendas de saquê feitas pelos produtores da bebida, também passamos por vários toriis de madeira antes de chegar ao santuário.

Oferendas de saquê

Torii
Como não poderia ser diferente, o santuário estava cheio! Este santuário xintoísta foi dedicado ao imperador Meiji, que foi quem modernizou o Japão, e à imperatriz Shoken. Foi construído em 1920, destruído na segunda guerra mundial e reconstruído em 1958.


Essas árvores simbolizam um bom casamento e acho que deve ser por esse motivo que as pessoas casam-se ali. De longe, parece ser apenas uma copa de árvore, mas de perto dá para ver que são dois troncos.



Saindo do santuário, fomos à Takeshita-Dori, outra rua lotada de gente! Nos domingos, dizem que há várias meninas que se fantasiam de bonecas, mas não vimos nenhuma. São muitas lojas que vendem de tudo, mas a preferida da Cecília (nós gostamos também, confesso) é a Daiso, que vende praticamente tudo a 100 yenes (aproximadamente R$ 3,00 e 108 yenes com as taxas).



Pelo menos dessa vez encontramos um lugar para tomar café e fazer uma parada! A rua é cheia de lugares que vendem crepes. Nós fomos numa cafeteria, com crepes "normais", mas são várias barracas que vendem crepes enrolados, com recheio por dentro.

O crepe era realmente delicioso como aparenta!
Além dos crepes, tem algodão doce... pela primeira vez a Cecília experimentou. Esse era todo colorido.




Saindo da Takeshita passamos pela Ometesando, que fica praticamente ao lado. Essa é uma rua cheia de lojas de grife, que apenas dá para passar na frente. Novamente, um mar de gente caminhando por ali!



Shibuya:

Shibuya tem a fama de ter o maior cruzamento do mundo! Fomos lá à noite e nem tinha tanta gente assim. Esse cruzamento possui gente atravessando em vários sentidos e é difícil entender como fazem aquilo quando a rua está lotada! Ali também é outro lugar cheio de iluminação à noite.




Na fotografia abaixo, aparece uma parte do cruzamento, depois de as pessoas atravessarem! Dá para perceber que a faixa de segurança é bastante larga. Dizem que um bom ponto para assistir as pessoas atravessando é no starbucks que tem nessa esquina... o problema é achar lugar.


Bem junto ao cruzamento tem a estátua do cachorro Hachiko, que ficou famoso e virou até filme, por esperar seu dono na estação, por dez anos depois da sua morte.


Esses três locais são bem próximos, embora tenhamos ido em cada um deles em dias diferentes. Se ficássemos menos dias, seria uma boa combinação para um passeio e por isso reuni todos nesse post!

Período: 19 a 25/01/2018
Hotel: Grand Centurion Akasaka - embora o quarto seja pequeno, achei bom. A localização é ótima, numa rua e região bem movimentada à noite, cheia de restaurantes, além de ser perto do metrô. O valor médio da diária para três pessoas ficou em R$ 365,00.

Mais sobre Tóquio:

Tóquio - parte 2

Tóquio - parte 3
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