sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

De Artesia ao White Sands National Monument: um caminho cheio de surpresas!

18-1-2017
Saímos de Artesia (La Quinta Inn & Suites) com destino ao White Sands National Monument. A estrada a ser percorrida era de 210 Km. Até cogitamos na noite anterior em irmos até Alamogordo, cidade bem próxima de W.S.N.M, porém saímos cansados das cavernas e estava chovendo. E ainda bem!! Esta estrada não é para ser feita à noite. Nesta época, poderíamos ter pegado neve e a paisagem é linda demais para não ser vista. Saímos de Artesia com neblina, mas logo o tempo abriu.

Parecia que a neblina estava apenas sobre Artesia. Logo a paisagem desértica apareceu. Vegetação seca e rasteira. Um pouco a frente encontramos a Lincoln National Forest! Em geral a paisagem é bonita quando a gente atravessa uma floresta... essa estava lindíssima!


Saímos de uma altitude de aproximadamente 1.000 metros e chegamos até 2.500 metros. À medida que íamos subindo, a paisagem tinha mais neve acumulada!!

Nos surpreendemos quando vimos estas árvores parcialmente cobertas de neve:




Mas mais a frente, já na altitude de 2.500 metros, estava tudo muito branquinho. Saímos com sol e chegamos no topo da floresta com neblina alta e neve abundante.


Depois voltamos a descer. A paisagem foi voltando a ser desértica e chegamos ao White Sands National Monument com sol e temperatura bem agradável.


Logo na entrada tem uma loja, onde é possível comprar por U$ 15,00 um disco para escorregar na 'areia'. Se optar por devolvê-lo na saída, o retorno é de U$ 5,00. É o mesmo utilizado para neve. A entrada do parque é de U$ 5,00 por pessoa, mas nesta dia não havia cobrança.

Após a entrada do parque, são 8 km de estrada pavimentada até chegar na área onde tem lugar para estacionar, fazer piquenique e subir nas dunas. Ali são mais 5 Km de estradas de gesso, com vários pontos para parar. A área total é de 712 Km2 e é o maior campo de dunas de gesso do mundo.



Como já contei no post sobre Carlsbad, essa região era toda banhada pelo mar. Há milhões de anos, quando diminuíram as águas do mar, foram deixadas para trás profundas camadas de gesso. As montanhas começaram a se erguer e levantaram o gesso. Posteriormente, a água dos degelos glaciares dissolveram o mineral que estavam nas montanhas e eles retornaram ao chão, formando as dunas. Hoje, a chuva e a neve continuam esse processo.



Comparado com outros tipos de dunas, as de gesso permanecem úmidas durante longos períodos de seca, pois retém mais água. Isso faz com que elas fiquem mais estáveis, permanecendo com seu tamanho e forma. Tanto que não se vê areia voando por lá.

Muita diversão para a Cecília


Perto dali tem uma base aérea, e durante toda a tarde caças F16 voaram na região, para felicidade do Emerson. Ao redor do parque, localiza-se uma área de testes de mísseis da base aérea Holloman. Há uma advertência de que o parque poderá estar fechado devido à realização dos testes. Também foi um pouco mais ao norte que houve a detonação da primeira bomba nuclear na história, o chamado experimento Trinity, que aconteceu em 16-7-1945. Há relatos de pessoas a 230 km de distância afirmando que por dois segundos o céu do final da madrugada havia ficado claro como o dia (colaboração: Emerson).

Caças voando sobre nossas cabeças em foto, acima, e em vídeo, abaixo.


Mais um pouco da Cecília no meio das dunas



Sim, a gente gostou daqui!!!

Foram muitas descidas, até ficar craque!!!


O morro era alto! Lá de cima dava medo!! Dá para medir quantas "Cecílias" tinha essa duna.

Área para piqueniques


Nas primeiras experiências em dunas mais radicais, aconteceram alguns incidentes, mas depois a Cecília aprendeu a controlar o disco.

Primeiro vídeo, com problemas na aterrissagem:


Segundo vídeo, já com mais domínio do disco:



Felizmente, não há registros da minha cambalhota, com direito a areia na boca!!!

Ficamos nas dunas por cerca de 3 horas. Deu para a Cecília brincar bastante e ainda fizemos um piquenique. Mas tínhamos mais estrada pela frente... 90 km até Ruidoso.

Nosso próximo destino: Santa Fé, capital do Novo México.






quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

As Cavernas de Carlsbad - Novo México

Extração de petróleo
17-1-2017

Depois de 600 Km, chegamos a Hobbs, no Novo México (Country Inn). Passamos a noite ali e de manhã seguimos rumo a Carslbad. De Hobbs às cavernas são 160 km. No caminho, na paisagem árida, destacam-se os pontos de extração de petróleo, com os reservatórios logo ao lado. Eram muitos desses pelo caminho...




Enfim chegamos ao Carlsbad Caverns National Park!!! Da entrada do parque (placa abaixo) até o acesso às cavernas são 7 milhas.

O tempo estava nublado, mas para o passeio nas cavernas isso é irrelevante. A temperatura externa também não influencia o clima da caverna, que é praticamente constante em 13 graus. A entrada custa U$ 10,00 por adulto e criança não paga. São duas formas para acessar a caverna: de elevador, de uma altura equivalente ao Empire State, ou a pé, por uma trilha de 1.600 metros.  Ambos chegam à "Big Room", portanto o desnível da trilha é de 230 metros! Optamos por ir a pé!!! A trilha tem início na entrada natural da caverna, utilizada pelos exploradores.

Entrada da caverna

Ainda entrando na caverna... tem muito mais descida pela frente
E continuamos nossa descida! Achamos que vale muito a pena ir a pé. Claro que o elevador é mais rápido e menos cansativo, mas a trilha é bem feita, toda pavimentada e com corrimão. Sem qualquer perigo de se perder. É possível apenas levar água e não tem banheiros no caminho, apenas no final da trilha, onde também se encontram os elevadores, uma loja e uma lancheria.


Luz que ainda entra pela entrada natural


Mais descida!!!!

Aqui dá para ter uma ideia do tamanho das estalagmites

E ainda não  chegamos...
Depois da longa caminhada chegamos na "Big room", parte que, além da descida, é possível explorar sem guia. Para fazer todo o percurso desta parte, tem outros 1.600 metros de caminhada!!! Não se preocupem, que a subida é de elevador!!! Foram 4 horas para todo o passeio, com bastante paradas para fotografia.



A história das cavernas começou há 250 milhões de anos, com a formação de um recife, que media 640 km de extensão, no mar que havia naquele lugar.  O recife era formado de restos de esponjas, algas e conchas. Com o tempo o mar evaporou e o recife foi enterrado. Com o movimento das placas dos continentes e o levantamento das montanhas de Guadalupe, a água das chuvas penetrou por grutas e por falhas da pedra de calcário, dissolvendo lentamente a pedra. Ao mesmo tempo, a água rica em enxofre se desprendeu dos extensos depósitos de petróleo e gás que ainda hoje existem na região. O ácido sulfúrico que se formou terminou de dissolver o calcário que havia, abrindo fraturas e falhas e formando as câmaras gigantes que existem hoje.

Com a elevação das montanhas, criaram-se corredores estreitos e verticais, conectando as várias câmaras. As estalactites, estalagmites e outras formações começaram há cerca de 500.000 anos. A criação de cada formação dependia da água que gotejava ou penetrava abaixo na pedra calcária e para dentro da caverna, ou seja, a água carregava CO2 para baixo e esse se combinava com o cálcio da pedra, formando o mineral calcita (CaCO3), que é a base da formação de quase tudo que tem na caverna. A água que caía formava os canudos e estalactites e a água que chegava ao solo formava as estalagmites. Quando as estalactites e as estalagmites se fundiam, formavam as colunas.






Emerson e Cecília na trilha, para dar uma ideia da dimensão da caverna!
 Portanto, esse lugar que atualmente tem mais de 1.000m de altitute era banhado pelo mar!

Eu tentei, mas as fotografias não traduzem o quanto esse lugar é impressionante. Para mim, foi o equivalente ao Grand Canyon.

No caminho de volta, ainda fomos presenteados com esses animais:


E lá fomos nós para mais 90 Km de estrada até a pequena cidade de Artesia (La Quinta Inn & Suites), apenas para uma noite de sono, porque tínhamos mais do Novo México para conhecer!!!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Dia de despedida do Texas: Forth Worth

16-1-2017

Depois do tempo feio de ontem, da chuva na volta para o hotel e do tornado meia hora depois (ainda bem que não teve prorrogação!!!), o dia amanhaceu lindo e até deu para ver o Six Flags da janela do quarto.


Six Flags

Aproveitamos o dia lindo para passar no estádio do Texas Rangers, comprar mais uma bolinha para a coleção da Cecília, e tirar uma última fotografia no AT & T Stadium, agora com sol!!! Ainda tínhamos um longo caminho pela frente, 600 Km até Hobbs, nosso próximo ponto de parada para dormir.

Mais uma bolinha para a coleção!!!


AT & T Stadium
Seguimos até Forth Worth, que fica a poucos quilômetros de Arlington. Nem chegamos a ir até Dallas, que fica do outro lado de Arlington, sentido inverso da nossa viagem.

Em Forth Worth fomos ao Stockyards National Historic District. Quando pensamos em Texas, é esse lugar que vem à mente. Tudo lembra o velho oeste.


Em que loja teria uma prateleira assim?




Esse é o parquímetro que tem nos estacionamentos. Você olha a vaga em que estacionou e insere o dinheiro/moedas no lugar correspondente. Ali explicam que se não entrar direito é só dar uma empurradinha com a chave. Não sei quem confere depois...




Ainda tinha uma fazendinha, para alegria da Cecília. São U$ 2,00 para entrar, mais U$ 3,00 para comprar o pote de comida.


E mais lojas texanas:




Ainda deu tempo de almoçar antes de seguir viagem. E o restaurante combina com o lugar.


Já eram 3 horas da tarde e tínhamos feito menos de 50 dos 600 Km previstos para este dia. Novo México estava nos esperando!!!


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Dia de NFL!!!

Domingo. Dia de Playoffs! Nosso roteiro inicial no Texas apenas incluía Houston, Austin e San Antonio, nesta sequência. Foi então que o Dallas Cowboys estava quase classificado para os playoffs e cogitamos mudar o roteiro para poder assistir a um jogo da NFL. Nunca conseguimos estar  de férias no período dos jogos e é difícil planejar uma viagem de acordo com os jogos de playoffs da NFL, que são resolvidos praticamente no final do ano. Não poderíamos perder a chance.

Foi assim que o roteiro inverteu para Houston, San Antonio e Austin, com Arlington ao final! Nosso desvio acrescentou uns 500 km no roteiro, mas valeu muito a pena! Tivemos que encurtar um pouco nossa estadia nas outras cidades texanas, para chegar  a tempo do jogo, sem prejudicar o que planejamos para as semanas seguintes!

Dormimos já perto de Arlington (Holiday Inn Burleson), então foram apenas uns 40 km até lá. O tempo estava feioso, bastante neblina e chuvisco, mas pelo menos o estádio dos Cowboys é fechado!!!

A caminho...
 Primeiro passamos no stubhub. Foi simples e rápido de retirar os ingressos. Com os ingressos na mão, fomos direto para o hotel. Pensamos bastante, pesquisamos transfer, valores dos estacionamentos (os do estádio eram quase U$ 200,00!!!), e resolvemos investir num hotel que desse para ir a pé. Qualquer espelunca estava custando uma fortuna e, como não reservamos com muita antecedência, não sobrou muita opção. Com muita dor no bolso, acabamos ficando no Sheraton, que fica a aproximadamente 1 km do estádio. O estacionamento era gratuito, então deixamos o carro ali e fomos a pé. Como era cedo, não conseguimos entrar no quarto antes do jogo. Também não é possível entrar com bolsas ou mochilas no estádio, exceto umas específicas que vendem para isso, que são de plástico transparente. Depois entendi que umas microbolsas também podem entrar. Colocamos o que era necessário nos bolsos e lá fomos ao estádio!!!

Ingressos
 O jogo no horário local era 15:40. Às 12:30 foram abertos os portões para a parte externa do estádio. A revista e entrada no horário que chegamos (perto das 13 horas) foram muito rápidas! Nos estacionamentos ao redor do estádio muitas pessoas instalam suas churrasqueiras e ali ficam comendo e bebendo até a hora do jogo.

Essa parte foi aberta às 12:30

Olhem nós aí!!!


Pouco antes das 13:30 abriram os portões do estádio e lá fomos nós, até porque lá fora estava úmido e um pouco frio. Nossos assentos eram quase na última fileira, mas lugares mais próximos do campo eram impraticávei$$$$.


Sempre que vou aos jogos nos Estados Unidos me encanto com a questão das torcidas. Em qualquer esporte: não existe lado do time da casa e lado dos visitantes. Todo mundo senta junto, com respeito e sem confusão. Mesmo num jogo deste porte, com provavelmente mais de 90.000 pessoas, a torcida visitante pode perfeitamente se misturar à torcida da casa, sem medo. E ainda pode vibrar e comemorar a vitória do seu time.

Lado a lado, sem confusão


Estádio lotado

O que dizer da experiência? Incrível, inesquecível e valeu cada dólar. Já estou pensando como assistir a outro jogo :) !!!!

Abaixo vão dois vídeos (espero que dê certo...) para passar uma ideia da emoção do lugar. O primeiro do TD de empate dos Cowboys, já no final do 4º quarto. O segundo do Field Goal que deu a vitória aos Packers!!!

Eu torço para os Packers, mas também vim torcendo nos últimos jogos para os Cowboys, para que se classificassem em 1º ou 2º, para que pudesse ver o jogo. Estava gostando muito de ver os rookies Prescott e Elliott jogarem e fiquei com pena de ver aquela torcida imensa triste. Mas faz parte do jogo.

Go Packers!!! Rumo ao Super Bowl LI.




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